2°capitulo
Cheguei na escola uns 5 minutos atrasada, saí deslizando todo o corredor que quase resultou em um tombo e bati na porta, quimica, meu primeiro horário. Atrasada no primeiro dia, não é ótimo? ¬¬ bati na porta e abri
profº :olá senhorita Hudson
ali: oi sor... eu posso entrar?
profº :qual o motivo do atraso?
ali: eu vim com meu irmão e...
profº :explicado, sente-se! -olhei ao redor e vi que minhas amigas já tinham par E O QUE É AQUILO? MATH COM A LIZZE? tá eu posso voar na cara daquela loira de farmácia?
profº :vamos, tem um lugar ali -ele apontou pra um garoto com moletom preto uma jeans meia surrada e all star preto, fui lá e me sentei
ali: ér... oi -ele ficou calado
ali: meu nome é alice e o seu? -vacuo
ali: você é meio caladão né? deveria saber pelo seu tipico moletom de 1995 esse foi um dos unicos especiais da ecko...xx: cara! você não vai ficar quieta? eu to pouco me lixando pro seu nome e o histórico da minha blusa, só quero que uma patricinha pare de me analisar e cale a boca! -minha boca se formou em um 'o' eu estava prontinha pra falar poucas e boas pra ele mas aí pensei, no primeiro dia é sempre assim, as vezes as pessoas se estressam então preferi copiar -raramente- o dever. Tediosa. Tediosa foi as minhas primeiras aulas,é. No intervalo me encontrei com anne, jack, chaz e ryan, nós estávamos procurando uma mesa enquanto eles discutiam algo, sim eu estava presente mas não estava ligando porque eu estava reparando no garoto da sala de quimica que agora estava sem capuz e cara! ele é lindo! cabelo curto loiro, olhos castanhos, e que olhos castanhos, digamos que eu perdi um certo tempo olhando-o, lê-se secando o garoto.
anne: ALI, ALI, Ô ALICE RESPONDE!
ali: ah, oi
ryan: você ouviu alguma coisa?
ali: não, mals -eles bufaram
ryan: vem sentar logo
ali: porque não sentamos em um lugar diferente hoje? -caminhei até a mesa do garoto e sentei
xx: cara, não cansa ou não se toca mesmo?
ali: sou persistente
xx: é irritante
ali: como quiser
xx: isso me irrita tambem
ali: o que? -procurei pro algo em mim
xx: sua voz, seu estilo, sua roupa, seu jeito...
ali: tudo bem, você não é lá grande coisa -ele bufou
xx: só... me deixa em paz, vlw? -ele saiu da mesa me deixando com cara de bunda, jack e anne passaram me chamando pra "nossa mesa" enquanto riam. Revirei os olhos e fui até a mesa
anne: ali já trabalhando no novato? -todos riram, menos eu que taquei uma ervilha nela
chaz: não é lerda né...
ali: vocês são tão idiotas! é claro que eu não to afim dele, sou areia demais pro caminhãozinho esquisito dele -hesitei- e alem do mais... eu tenho math -todos bufaram
jack: na boa amiga, fica em outra porque a lizze já ta em cima
ali: dane-se ela! isso é ridiculo, eu estou na dele faz tempo e só porque ela é chefe das chee leaders vocês morrem por ela, não sei porque ainda estão aqui
ryan: qual é Alice, aquilo passou! nós tambem somos seus amigos claro que ficaria mais facil com as duas amigas mas...
anne: é...seria legal você no grupo de novo, amigas de novo...
ali: vocês mesmo sabendo o que aconteceu ainda estão do lado dela? -abaixaram a cabeça.
ali:deveria saber -peguei a maça no prato minha bolsa e saí andando estava no corredor quando senti braços me puxando por traz, era ele, tinha seu perfume a mesma sutileza e necessidade ao mesmo tempo. ele me virou, me prendeu contra os armários e deu partida em um beijo, cedi e paramos por falta de ar
ali: o que faz aqui math?
math: eu acho que estudo -ele riu pelo nariz
ali: eu to dizendo, aqui, comigo
math: porque não estaria?
ali: lizze
math: ah ela...
ali: ah, ela ... -o imitei e o sinal bateu
math: depois nos vemos gatinha -ele piscou e saiu. Math sempre foi meu paquera ele é o capitão do time de basquete e assim que sua popularidade foi aumentando por estar saindo comigo tambem já que eu fazia parte das chee leaders ,a lizze quis roubar ele ¬¬ bitch
enfim, entrei na sala, essa era minha quarta aula e quem eu encontro lá?....
.....to be continued.....?
-e aí tão gostando? enfim...só pra avisar eu vou postar 3 vezes na semana não é sempre ás vezes posto todo dia mas outras vezes não..okay ? Kisses
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Nova IB Who Care?
Who care? -Prólogo
~Alice no comando~
Yeah! acordei na boa disposição hoje! deixei meus lençois em tom de rosa choque e rosa bebe de lado e fui em rumo ao banheiro tomar meu desejado banho u_u quer saber porque tanta animação? Simples, hoje é o primeiro dia de aula. Tá eu sou sempre assim mas whatever. Tomei um banho de mais ou menos 30 min e vesti acho que o motivo de eu ter pegado essa roupa, principalmente o tênis é porque ele combinava com minha unha weeeeee *--* okay menos. Arrumei meu cabelo predendo em um rabo de cavalo baixo para o lado e desci, não encontrei ninguem na cozinha a não ser meu irmão mais velho e maria, nossa empregada
ali: oi gente
eric: hey peste
ali: idiota
maria: a essa hora da manhã? -rimos
ali: cade os nossos pais
eric: viajem
ali: nem sei porque pergunto
eric: já deveria ter se acostumado
maria: vocês deveriam agradecer, se eles não trabalhassem vocês não teriam nada dessa mordomia
ali: não que eu não agradecesse mas... -não completei a frase, ficamos em silêncio até maria começar a cantar um tipo de forró ou seilá e dançar junto, rimos
ali: que horas são?
eric: a mesma de ontem
ali: qual é, você faz isso desde pequeno!
eric: você acabou de dizer que é burra desde pequena -ele começou a rir e eu taquei o objeto mais proximo nele
ali: sério
eric: ér... estamos atrasados
ali: que horas são?
eric: 8:25
ali: o queeeeeeee?
eric: é... -peguei minha bolsa e saí puxando ele para dirigir. Tá eu tenho meu carro mas digamos que em rapidez não é comigo, então apelo pra ele. Cheguei na escola uns 5 minutos atrasada, saí deslizando todo o corredor que quase resultou em um tombo e bati na porta, quimica, meu primeiro horário
~Alice no comando~
Yeah! acordei na boa disposição hoje! deixei meus lençois em tom de rosa choque e rosa bebe de lado e fui em rumo ao banheiro tomar meu desejado banho u_u quer saber porque tanta animação? Simples, hoje é o primeiro dia de aula. Tá eu sou sempre assim mas whatever. Tomei um banho de mais ou menos 30 min e vesti acho que o motivo de eu ter pegado essa roupa, principalmente o tênis é porque ele combinava com minha unha weeeeee *--* okay menos. Arrumei meu cabelo predendo em um rabo de cavalo baixo para o lado e desci, não encontrei ninguem na cozinha a não ser meu irmão mais velho e maria, nossa empregada
ali: oi gente
eric: hey peste
ali: idiota
maria: a essa hora da manhã? -rimos
ali: cade os nossos pais
eric: viajem
ali: nem sei porque pergunto
eric: já deveria ter se acostumado
maria: vocês deveriam agradecer, se eles não trabalhassem vocês não teriam nada dessa mordomia
ali: não que eu não agradecesse mas... -não completei a frase, ficamos em silêncio até maria começar a cantar um tipo de forró ou seilá e dançar junto, rimos
ali: que horas são?
eric: a mesma de ontem
ali: qual é, você faz isso desde pequeno!
eric: você acabou de dizer que é burra desde pequena -ele começou a rir e eu taquei o objeto mais proximo nele
ali: sério
eric: ér... estamos atrasados
ali: que horas são?
eric: 8:25
ali: o queeeeeeee?
eric: é... -peguei minha bolsa e saí puxando ele para dirigir. Tá eu tenho meu carro mas digamos que em rapidez não é comigo, então apelo pra ele. Cheguei na escola uns 5 minutos atrasada, saí deslizando todo o corredor que quase resultou em um tombo e bati na porta, quimica, meu primeiro horário
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Sinipinose de Who Care?
Sinipinose : Who care?
Alice :
Morena, altura mediana, californiana, 16 anos e adora moda. Aos olhos de toda escola talvez ela seja a menina patricinha, por conta de ter participado das chee leaders namorar jogadores de futebol e usar roupas um tanto quanto atrevidas e rosa. Sem falar no dinheiro que sua familia tem. É ,mas isso é fácil falar, agora nem que convive com ela todos os dias sabe do que é capaz, ou qual seu limite tudo por conta da fama de "garota popular", mas sabe aquelas patricinhas populares, se é nela que está pensando, mude agora! flw? ta, pode até ser que ela tenha que manter a pose mesmo sendo uma EX-chee leader só que ela não curte pessoas que não são humildes e tals. E talvez isso a aproxime de algumas pessoas.
Justinnão dizem que em cada escola tem a popular, o popular, a má, o nerd, a dançarina, o gótico...? é, justin nesse caso é o gótico, pois é. (sem fama, sem dim dim e tals) ele é o típico adolescente revoltado pela morte de uma namorada e por isso apela ao preto. Ao contrário dos góticos normais, justin não usa maqiagem, pinta unha ou bebe sangue, ele só usa preto e é meio, ou no começo, super antipático, só. É, ele odeia meninas como alice mas será que tanto ódio assim nao rola algo mais? é, provavelmente não (y)
diia 15/12(quinta-feira) começa a nova história..
Alice :
Morena, altura mediana, californiana, 16 anos e adora moda. Aos olhos de toda escola talvez ela seja a menina patricinha, por conta de ter participado das chee leaders namorar jogadores de futebol e usar roupas um tanto quanto atrevidas e rosa. Sem falar no dinheiro que sua familia tem. É ,mas isso é fácil falar, agora nem que convive com ela todos os dias sabe do que é capaz, ou qual seu limite tudo por conta da fama de "garota popular", mas sabe aquelas patricinhas populares, se é nela que está pensando, mude agora! flw? ta, pode até ser que ela tenha que manter a pose mesmo sendo uma EX-chee leader só que ela não curte pessoas que não são humildes e tals. E talvez isso a aproxime de algumas pessoas.
Justinnão dizem que em cada escola tem a popular, o popular, a má, o nerd, a dançarina, o gótico...? é, justin nesse caso é o gótico, pois é. (sem fama, sem dim dim e tals) ele é o típico adolescente revoltado pela morte de uma namorada e por isso apela ao preto. Ao contrário dos góticos normais, justin não usa maqiagem, pinta unha ou bebe sangue, ele só usa preto e é meio, ou no começo, super antipático, só. É, ele odeia meninas como alice mas será que tanto ódio assim nao rola algo mais? é, provavelmente não (y)
diia 15/12(quinta-feira) começa a nova história..
Bonus : 30°
30° Amor Infinito
Amor Infinito.
Era dia 7 de outubro, Marilyn se lembrava bem. Como em todos os outros dias, ela se levantou, entrou embaixo do chuveiro, lavou seus cabelos, colocou uma roupa, comeu algo e foi pra escola. Quando a garota chegou em casa, abriu seu MSN. Um convite novo. ‘Aceite’, pensou ela. Foi por sua intuição, sempre ia. Era um garoto, chamado Justin. Os dois começaram a conversar. Com o tempo descobriram que gostavam das mesmas bandas, das mesmas comidas, do mesmo tudo.
Tinha quase tudo em comum, exceto uma coisa: a cidade. O garoto morava em Londres. A garota, em Bolton, uma pequena cidade ao sul da Inglaterra.
Eles começaram a conversar mais e mais. Cada dia mais, cada vez mais. A mãe de Marilyn achou que estava viciada em internet, o que realmente estava. Ela estava certa, Marilyn não podia contrariá-la. A garota era apenas muito preocupada com seu futuro, não deixava de fazer lições de casa para entrar no computador. Mas assim que acabava, ligava logo o aparelho.
Era também o caso de Justin. O garoto sempre que chegava da escola deixava o computador ligado, com o Messenger aberto. Desligava a tela do computador, e fazia a lição. Sempre tinha pouca, então ficava esperando Marilyn, até 6 da tarde, que era quando a garota entrava, mais ou menos.
Os dois começaram a conversar aos 17 anos, e foi assim. No começo dos 18 anos, aconteceu a coisa mais esperada pelas amigas de Marilyn (sim, porque as amigas sabiam de tudo, e esperavam há cerca de 9 meses algo acontecer): Justin a pediu em namoro.
E foi assim, se conheceram por um computador, namoravam por um computador. O que os dois tinham era maravilhoso. Uma coisa que as amigas de Marilyn jamais haviam experimentado, ou ouvido falar. Nem mesmo na ‘vida real’. Eles confiavam um no outro mais que qualquer casal que todas as amigas de Marilyn já tinham visto, ou ouvido falar. Isso requer, realmente, muita confiança. E eles se amavam. Quando as amigas de Marilyn passavam o dia na casa da garota, elas viam a conversa. Elas conseguiam sentir o amor. Eles estavam completa e irrevogavelmente apaixonados. Não havia nada que mudaria aquilo. O tempo passou, os dois ficavam mais apaixonados a cada dia (o que ia totalmente contra as idéias de Caitlin, amiga de Marilyn. A garota pensava que a cada dia que se passasse, a tendência era o amor se esvair. Eles provaram que estava errada). Todo dia de manhã, na hora da aula dos dois, Justin ligava para a garota. A acordava, para começarem o dia com a voz um do outro. Um dia o garoto apareceu com a boa notícia: ele conseguiria ir para Bolton. Passaria um dia lá, pois viajaria.
Eles se encontraram à noite, em frente à ex-escola de Marilyn. Ela conversou com o garoto. Marilyn não quis beijá-lo.
- Vou ficar dependente de você. Sei que você é uma droga pra mim, é viciante. Então se eu te beijar hoje, não vou conseguir ficar mais um minuto longe de você. A gente vai se reencontrar. E ai, vamos ficar juntos pra sempre.
Ela disse e o abraçou. Com mais força do que já abraçou outra pessoa. E o garoto se contentou em encostá-la. Ele sabia que o que Marilyn estava falando era verdade. Eles IRIAM se encontrar. E IRIAM passar o resto da vida juntos. Ele tinha certeza que ela era o amor da vida dele. Bom, agora a ‘maldita inclusão digital’ se transformou na melhor maldita inclusão digital.
O tempo passou rápido quando eles estavam juntos. Se divertiram muito, e Justin gostou da simpática cidade da sua namorada. Ele foi embora no dia seguinte, cedo demais para conseguirem se despedir.
O tempo passou, e o amor dos dois só ia aumentando. Passaram-se 6 meses desde que Marilyn tinha conhecido seu namorado pessoalmente, e Caitlin ainda não entendia por que eles não tinham se beijado.
-Mari, você já parou pra pensar que pode ter sido uma chance única?! Você foi idiota, você sabe disso, né? – A garota dizia, sempre culpando Marilyn.
Mas ela sabia o que era melhor pra ela. Já tinha cansado de explicar para Caitlin. Não explicaria mais uma vez. Haviam 9 meses que os dois namoravam, e um ano que se conheciam.
Eles se amavam muito, mais que qualquer pessoa que as amigas e amigos do casal já tinha visto. Um dia, Justin apareceu com a notícia: ele conseguiu uma bolsa em uma faculdade em Bolton, e se mudaria para a cidade tão desejada.
Marilyn se chocou com isso. Por semanas se perguntou se sacrificaria o tanto que o garoto iria sacrificar por ele. Mas ela não era a maior fã de pensamento. Isso a fez mal.
- Mari, deixa de ser besta. Você o ama, até eu posso perceber isso! E você sabe, eu não sou a pessoa mais esperta do mundo. – Caitlin disse, encorajando a amiga.
- Eu sei, Caitlin, mas... Ele tá desistindo da vida toda dele em LONDRES pra vir pra BOLTON! Por mim! – Marilyn disse – E pela bolsa que ele ganhou na faculdade, mas é mais por mim, ele me disse.
- Marilyn, presta atenção. – Marilyn olhou pra amiga. – Você não sabe quantas meninas invejam você. Não sabem mesmo. Eu, por exemplo, te invejo demais. Daria qualquer coisa pra ter um namorado como o seu. Vocês confiam tanto um no outro, e se amam tanto. Eu tenho até nojo de ficar no quarto com você quando você ta conversando com ele. É um amor que se espalha no ar, que nossa senhora! Eu consigo sentir os coraçõezinhos explodindo pelo quarto. Ai fica tudo rosa, e você fica com uma cara de sonho realizado pro computador! Mari, pára de subestimar o que você tem. Deixa de ser idiota.
- Você é um amor, sabia? Caitlin, não sei. Não dá. Eu não desistiria de tanto por ele, e eu acho injusto ele desistir de tanto por mim.
Caitlin bufou. Porque a amiga tinha que ser tão burra?
Meses se passaram, o tempo passava rápido. Marilyn não terminaria o namoro por messenger, frio demais. Ela esperaria o namorado chegar.
A garota tentava adiar o máximo possível, por mais que quisesse ver o garoto de novo. Ele tinha um cabelo lindo, e olhos mais ainda. Marilyn conseguiria ser invejada por todas as garotas da cidade se fosse vista com ele. Mas ela não queria inveja. Queria seguir o seu coração.
Quanto mais Marilyn queria adiar a situação, mais as horas corriam, e com elas os dias, as semanas, as quinzenas, os meses. O ano.
Chegou o dia; Marilyn esperou o seu futuro-ex-namorado onde se encontraram meses atrás.
Ela negou o beijo mais uma vez. O namorado ficou sem entender, mas aceitou.
- Olha, eu tenho que conversar com você.
- Diga. – Justin sorriu.
- Quando você me disse ‘Vou me mudar pra Bolton’, eu fiquei feliz. Mais feliz que já fiquei há muito tempo. Mas depois eu comecei a pensar se faria o que você ta fazendo por mim. Você desistiu de toda sua vida em Londres, Justin.
- Eu sei. Pelo melhor motivo na face da Terra.
- Não, não é. Eu sinto que eu não to sendo justa com você. E sem ser justa com você, eu não sou justa comigo. Eu não sei se eu faria o que você fez. Eu acho que não. Eu sou egoísta demais, eu não sei. Não quero mais ser injusta com ninguém, não quero dormir pensando isso. Há meses eu penso nisso, e fico com peso na consciência. E, de verdade, eu não sei se seu amor é o suficiente pra mim. – A garota disse e virou as costas. Foi andando para a sua casa. E ao contrario de momentos tristes clichês (n/a: eu odeio clichês), não estava chovendo. O céu estava azul, o sol brilhava, como raramente acontecia em Bolton. Mas o que estava dentro de Justin (e de Marilyn) não era assim tão brilhante.
Para Marilyn chegar em casa, tinha de passar pela frente da casa de Caitlin – era esse o motivo de um sempre estar na casa da outra; elas moravam lado a lado. A garota passou correndo, chorando, enquanto Caitlin estava na janela. Caitlin saiu correndo de casa – ignorando completamente o estado critico em que se encontrava: blusa dos ursinhos carinhosos, cabelo preso em um rabo-de-cavalo mal ajeitado, short curto de florzinhas e pantufas do tigrão – indo logo para a casa da amiga. Ela bateu a campainha, e a mãe da amiga atendeu. Disse que podia subir as escadas, Marilyn estava em seu quarto.
Caitlin subiu correndo, tropeçou, quase caiu 3 vezes – ‘Malditas escadas enormes’, pensava – mas chegou ao quarto em segurança (lê-se sem sangue escorrendo pela cara).
- Mari! O que foi, amor? – A garota encontrou a amiga deitada, chorando em sua cama.
- O Justin! – Marilyn não conseguia falar direito. Por essa mini-frase Caitlin tinha entendido. Não tinha mais Marilyn e Justin pra sempre e sempre e sempre e sempre. Agora era Marilyn.
A garota aprendeu a viver com a dor. Passaram-se 5 anos, Justin estava formado em direito, era um advogado de sucesso, ainda morando em Bolton – nunca largaria a cidade que abrigava seu, ainda, maior amor. Marilyn era uma fotógrafa de sucesso, ganhava a vida fotografando famosos de todo mundo – mas não saíra de Bolton também, amava a cidade com todas e cada fibra de seu ser.
Justin era melhor amigo de Marilyn, Marilyn era melhor amiga de Justin. Marilyn tinha um noivo, um executivo de sucesso, que vivia de Londres pra Bolton, de Bolton pra Londres. Já Justin sabia: por mais que tentasse achar alguém igual à Marilyn, não conseguiria. Só ela seria o amor da sua vida, que ele amava excepcionalmente. Nunca iria mudar.
Marilyn iria passar algum tempo fora da cidade, iria para a capital, fotografar uma banda inglesa. Iria dirigindo à Londres – depois de tanto custo para tirar a carteira de motorista, agora queria mostrar ao mundo que tinha um carro e sabia guia-lo.
Um carro. Dia chuvoso. Pista dupla. Um caminhão. Visão confundida. Bebida em excesso. No que isso poderia resultar? Não em uma coisa muito boa, com certeza. O caminhão bateu de frente com o carro de Marilyn. Ela não estava muito longe de Bolton, portanto ela foi levada para um hospital na cidade. O seu noivo, por sorte, estava em Bolton. Foi avisado, depois os pais, Caitlin. E por ultimo, Justin.
Ele se apressou em chegar ao hospital que Marilyn estava internada. Ele chegou antes mesmo de Ryan, noivo da garota. Justin andou por corredores com luzes fluorescentes fracas, brancas, o que aumentava a aflição dele.
Como estaria Marilyn? A SUA Marilyn? Ele nunca imaginou nada de mal acontecendo à SUA Marilyn. Ela sempre seria dele, amiga ou namorada. Seria dele.
Achou o quarto em questão, 842. Abriu a porta com cautela, e viu a imagem mais horrível que jamais poderia ter imaginado: Marilyn, sua Marilyn, deitada em uma cama de hospital, com ferimentos por todo o rosto e braços – as únicas partes de seu corpo que estavam aparentes. Ele chorou. Não queria ver a pessoa que ele mais amava em todo o universo daquele estado. ‘Frase clichê’, pensou, ‘mas porque não eu?’. As lágrimas caiam com força. Ele saiu do quarto com a visão embaçada pelas lágrimas; não sabia o que podia fazer.
Ele foi para o lugar do hospital em que se era permitido fumar, e fez uma coisa que não fazia desde que tinha conhecido Marilyn: acendeu um cigarro. Começou a fumar, e ficou sozinho lá, encarando a parede. Imaginando se teria sido diferente se ele tivesse continuado em Londres. Ele lembrava, foi quem apoiou o curso de fotografia.
- Ah, cara... – Marilyn chegou se lamentando.
- Que foi, Mari? – Justin sorriu.
- Eu tenho que escolher o que eu vou fazer da vida, mas... É difícil demais!
- Eu sei bem como é... Porque não tenta fotografia? – Justin apontou para a máquina digital, que agora estava nas mãos da garota. – Eu sei que você adora tirar fotos.
- Justin, sabia que você é um GÊNIO? – Marilyn sorriu e abraçou o melhor amigo. SEU melhor amigo.
Se ele não tivesse sugerido o curso, Marilyn não estaria no hospital à essa hora. Os pensamentos profundos do garoto foram cortados quando a porta se abriu, fazendo o garoto estremecer.
- Ah, que susto, doutor. – Justin se virou.
- Desculpe. Você é Justin, certo?
- Certo.
- Bom, você tem bastante contato com Marilyn, certo? – Justin balançou a cabeça positivamente. – Nesse caso, eu sinto muito. Para sobreviver, a Marilyn precisaria de um coração novo.
A lista de espera por um coração é grande, e não sei se ela conseguirá sobreviver até chegar sua vez de receber um novo coração.
Como poderia viver em um mundo sem Marilyn?! Saiu do lugar. Não podia esperar as coisas acontecerem, e ele ser egoísta e ficar em seu mundo, fumando até Marilyn ir pra outro lugar. Ele pegou um papel, uma caneta e escreveu um endereço, e um horário, uma hora depois daquilo. Entregou para o noivo de Marilyn, que agora estava na sala de espera.
- Já foi vê-la? – Perguntou Justin. O noivo negou com a cabeça.
Ele saiu andando, saiu do hospital. Foi para seu escritório, pegou 3 papéis grandes e digitou 3 cartas. Uma para os pais. Uma para Marilyn. E uma sobre os desejos que tinha.Ele tomou um remédio depois disso. E dormiu, lenta e serenamente, dormiu. Não acordaria mais. Quando o noivo de Marilyn chegou, encontrou Justin deitado no chão, sem pulso. Estava morto. Em cima da mesa, 3 cartas. Um recado para ele: "Eu não gosto de você. Nunca vou gostar. Mas mesmo assim, você tem que fazer algo que não poderei fazer. Leve meu corpo para o hospital, com essa carta em cima dele. A carta que está em cima das outras. Após isso, entregue a segunda carta para Marilyn quando ela acordar. E quando a noticia da minha morte chegar, entregue a terceira para os meus pais."
Assim acabava a carta. Ryan não acreditava no que lia. Não acreditou, e nem precisava. Correu para o hospital em seu carro. Ele entregou a carta e o corpo do homem, que agora estava ainda mais branco. Aconteceu na hora; o coração dele foi tirado e levado para Marilyn. Quando ela acordou, não muito depois, viu os pais dela, seu noivo e os pais do namorado de 6 anos atrás. Eles sorriam e choravam; ela não entendeu. Foi quando viu a carta com a letra dele, escrito o nome dela. Ela pegou a carta e leu, então. "Meu amor, bom dia. É hora de acordar. Eu não pude te ligar hoje, você estava ocupada. Por isso deixei essa carta. Sabe, eu não vou estar ai por um bom tempo, as pessoas sabem quando a sua hora chega. E eu aceitei a minha com a mesma felicidade que eu tinha quando te vi na frente da sua escola. A minha hora chegou quando seu fim estava próximo. Eu te prometi que te protegeria de tudo e qualquer coisa que acontecesse, e mesmo sem chamar, eu estive lá. Desta vez não me chamou, quis resolver sozinha, eu não podia deixar. Eu resolvi dar um fim então. Eu estava ficando cansado, o trabalho pesava demais. Mas porque agora? Eu não sei. Mas não teria sentido eu viver em um mundo que você não existe. Então eu decidi ir antes e ajeitar as coisas. Pra daqui a alguns anos nós conversarmos aqui na minha nova casa. Agora eu tenho que ir, meu amor. Esse coração no teu peito, esse coração que bate no teu peito, é o mesmo coração que está inundado do amor que um dia você disse não ser o suficiente. É o mesmo coração que lhe dava amor todo dia. Por favor, cuide bem dele. Agora eu preciso ir, preciso descansar um pouco. Eu vou estar sempre contigo. Eu te amo! PS: Não sei se vou conseguir te acordar amanhã. Você me perdoa por isso?"
Então ela chorou. Chorou e abraçou os pais, os pais dele. Chorou como nunca, e tremia por tantas emoções passarem por seu corpo. Marilyn encarou o noivo. Terminou o noivado naquele dia. Não adiantava esconder algo que estava na cara: ela amava Justin, e seria sempre o SEU Justin. ELE era o homem de sua vida, não Ryan. O homem que sempre esteve lá, amando-a ao máximo. Em qualquer momento.
Ela chorou muito, e seguiu a vida. Todos os dias ela lembrava de Justin. Viver em um mundo sem ele não fazia sentido. Mas não desperdiçaria todo o amor e que estava dentro dela. Ela podia sentir seu coração batendo. Ela lembrava a cada momento, que mesmo separados eles estavam juntos. Mas apenas uma coisa fazia seu coração se apertar, se contorcer de dor. Que fazia uma lágrima se escorrer sempre que pensava nisso.
Ela sentia falta daqueles beijos. Dos beijos que foram negados. Mas ela foi feliz. Morreu com seus oitenta e tantos anos. Mas era sempre feliz. Afinal, o coração do homem de sua vida batia dentro dela.
Era dia 7 de outubro, Marilyn se lembrava bem. Como em todos os outros dias, ela se levantou, entrou embaixo do chuveiro, lavou seus cabelos, colocou uma roupa, comeu algo e foi pra escola. Quando a garota chegou em casa, abriu seu MSN. Um convite novo. ‘Aceite’, pensou ela. Foi por sua intuição, sempre ia. Era um garoto, chamado Justin. Os dois começaram a conversar. Com o tempo descobriram que gostavam das mesmas bandas, das mesmas comidas, do mesmo tudo.
Tinha quase tudo em comum, exceto uma coisa: a cidade. O garoto morava em Londres. A garota, em Bolton, uma pequena cidade ao sul da Inglaterra.
Eles começaram a conversar mais e mais. Cada dia mais, cada vez mais. A mãe de Marilyn achou que estava viciada em internet, o que realmente estava. Ela estava certa, Marilyn não podia contrariá-la. A garota era apenas muito preocupada com seu futuro, não deixava de fazer lições de casa para entrar no computador. Mas assim que acabava, ligava logo o aparelho.
Era também o caso de Justin. O garoto sempre que chegava da escola deixava o computador ligado, com o Messenger aberto. Desligava a tela do computador, e fazia a lição. Sempre tinha pouca, então ficava esperando Marilyn, até 6 da tarde, que era quando a garota entrava, mais ou menos.
Os dois começaram a conversar aos 17 anos, e foi assim. No começo dos 18 anos, aconteceu a coisa mais esperada pelas amigas de Marilyn (sim, porque as amigas sabiam de tudo, e esperavam há cerca de 9 meses algo acontecer): Justin a pediu em namoro.
E foi assim, se conheceram por um computador, namoravam por um computador. O que os dois tinham era maravilhoso. Uma coisa que as amigas de Marilyn jamais haviam experimentado, ou ouvido falar. Nem mesmo na ‘vida real’. Eles confiavam um no outro mais que qualquer casal que todas as amigas de Marilyn já tinham visto, ou ouvido falar. Isso requer, realmente, muita confiança. E eles se amavam. Quando as amigas de Marilyn passavam o dia na casa da garota, elas viam a conversa. Elas conseguiam sentir o amor. Eles estavam completa e irrevogavelmente apaixonados. Não havia nada que mudaria aquilo. O tempo passou, os dois ficavam mais apaixonados a cada dia (o que ia totalmente contra as idéias de Caitlin, amiga de Marilyn. A garota pensava que a cada dia que se passasse, a tendência era o amor se esvair. Eles provaram que estava errada). Todo dia de manhã, na hora da aula dos dois, Justin ligava para a garota. A acordava, para começarem o dia com a voz um do outro. Um dia o garoto apareceu com a boa notícia: ele conseguiria ir para Bolton. Passaria um dia lá, pois viajaria.
Eles se encontraram à noite, em frente à ex-escola de Marilyn. Ela conversou com o garoto. Marilyn não quis beijá-lo.
- Vou ficar dependente de você. Sei que você é uma droga pra mim, é viciante. Então se eu te beijar hoje, não vou conseguir ficar mais um minuto longe de você. A gente vai se reencontrar. E ai, vamos ficar juntos pra sempre.
Ela disse e o abraçou. Com mais força do que já abraçou outra pessoa. E o garoto se contentou em encostá-la. Ele sabia que o que Marilyn estava falando era verdade. Eles IRIAM se encontrar. E IRIAM passar o resto da vida juntos. Ele tinha certeza que ela era o amor da vida dele. Bom, agora a ‘maldita inclusão digital’ se transformou na melhor maldita inclusão digital.
O tempo passou rápido quando eles estavam juntos. Se divertiram muito, e Justin gostou da simpática cidade da sua namorada. Ele foi embora no dia seguinte, cedo demais para conseguirem se despedir.
O tempo passou, e o amor dos dois só ia aumentando. Passaram-se 6 meses desde que Marilyn tinha conhecido seu namorado pessoalmente, e Caitlin ainda não entendia por que eles não tinham se beijado.
-Mari, você já parou pra pensar que pode ter sido uma chance única?! Você foi idiota, você sabe disso, né? – A garota dizia, sempre culpando Marilyn.
Mas ela sabia o que era melhor pra ela. Já tinha cansado de explicar para Caitlin. Não explicaria mais uma vez. Haviam 9 meses que os dois namoravam, e um ano que se conheciam.
Eles se amavam muito, mais que qualquer pessoa que as amigas e amigos do casal já tinha visto. Um dia, Justin apareceu com a notícia: ele conseguiu uma bolsa em uma faculdade em Bolton, e se mudaria para a cidade tão desejada.
Marilyn se chocou com isso. Por semanas se perguntou se sacrificaria o tanto que o garoto iria sacrificar por ele. Mas ela não era a maior fã de pensamento. Isso a fez mal.
- Mari, deixa de ser besta. Você o ama, até eu posso perceber isso! E você sabe, eu não sou a pessoa mais esperta do mundo. – Caitlin disse, encorajando a amiga.
- Eu sei, Caitlin, mas... Ele tá desistindo da vida toda dele em LONDRES pra vir pra BOLTON! Por mim! – Marilyn disse – E pela bolsa que ele ganhou na faculdade, mas é mais por mim, ele me disse.
- Marilyn, presta atenção. – Marilyn olhou pra amiga. – Você não sabe quantas meninas invejam você. Não sabem mesmo. Eu, por exemplo, te invejo demais. Daria qualquer coisa pra ter um namorado como o seu. Vocês confiam tanto um no outro, e se amam tanto. Eu tenho até nojo de ficar no quarto com você quando você ta conversando com ele. É um amor que se espalha no ar, que nossa senhora! Eu consigo sentir os coraçõezinhos explodindo pelo quarto. Ai fica tudo rosa, e você fica com uma cara de sonho realizado pro computador! Mari, pára de subestimar o que você tem. Deixa de ser idiota.
- Você é um amor, sabia? Caitlin, não sei. Não dá. Eu não desistiria de tanto por ele, e eu acho injusto ele desistir de tanto por mim.
Caitlin bufou. Porque a amiga tinha que ser tão burra?
Meses se passaram, o tempo passava rápido. Marilyn não terminaria o namoro por messenger, frio demais. Ela esperaria o namorado chegar.
A garota tentava adiar o máximo possível, por mais que quisesse ver o garoto de novo. Ele tinha um cabelo lindo, e olhos mais ainda. Marilyn conseguiria ser invejada por todas as garotas da cidade se fosse vista com ele. Mas ela não queria inveja. Queria seguir o seu coração.
Quanto mais Marilyn queria adiar a situação, mais as horas corriam, e com elas os dias, as semanas, as quinzenas, os meses. O ano.
Chegou o dia; Marilyn esperou o seu futuro-ex-namorado onde se encontraram meses atrás.
Ela negou o beijo mais uma vez. O namorado ficou sem entender, mas aceitou.
- Olha, eu tenho que conversar com você.
- Diga. – Justin sorriu.
- Quando você me disse ‘Vou me mudar pra Bolton’, eu fiquei feliz. Mais feliz que já fiquei há muito tempo. Mas depois eu comecei a pensar se faria o que você ta fazendo por mim. Você desistiu de toda sua vida em Londres, Justin.
- Eu sei. Pelo melhor motivo na face da Terra.
- Não, não é. Eu sinto que eu não to sendo justa com você. E sem ser justa com você, eu não sou justa comigo. Eu não sei se eu faria o que você fez. Eu acho que não. Eu sou egoísta demais, eu não sei. Não quero mais ser injusta com ninguém, não quero dormir pensando isso. Há meses eu penso nisso, e fico com peso na consciência. E, de verdade, eu não sei se seu amor é o suficiente pra mim. – A garota disse e virou as costas. Foi andando para a sua casa. E ao contrario de momentos tristes clichês (n/a: eu odeio clichês), não estava chovendo. O céu estava azul, o sol brilhava, como raramente acontecia em Bolton. Mas o que estava dentro de Justin (e de Marilyn) não era assim tão brilhante.
Para Marilyn chegar em casa, tinha de passar pela frente da casa de Caitlin – era esse o motivo de um sempre estar na casa da outra; elas moravam lado a lado. A garota passou correndo, chorando, enquanto Caitlin estava na janela. Caitlin saiu correndo de casa – ignorando completamente o estado critico em que se encontrava: blusa dos ursinhos carinhosos, cabelo preso em um rabo-de-cavalo mal ajeitado, short curto de florzinhas e pantufas do tigrão – indo logo para a casa da amiga. Ela bateu a campainha, e a mãe da amiga atendeu. Disse que podia subir as escadas, Marilyn estava em seu quarto.
Caitlin subiu correndo, tropeçou, quase caiu 3 vezes – ‘Malditas escadas enormes’, pensava – mas chegou ao quarto em segurança (lê-se sem sangue escorrendo pela cara).
- Mari! O que foi, amor? – A garota encontrou a amiga deitada, chorando em sua cama.
- O Justin! – Marilyn não conseguia falar direito. Por essa mini-frase Caitlin tinha entendido. Não tinha mais Marilyn e Justin pra sempre e sempre e sempre e sempre. Agora era Marilyn.
A garota aprendeu a viver com a dor. Passaram-se 5 anos, Justin estava formado em direito, era um advogado de sucesso, ainda morando em Bolton – nunca largaria a cidade que abrigava seu, ainda, maior amor. Marilyn era uma fotógrafa de sucesso, ganhava a vida fotografando famosos de todo mundo – mas não saíra de Bolton também, amava a cidade com todas e cada fibra de seu ser.
Justin era melhor amigo de Marilyn, Marilyn era melhor amiga de Justin. Marilyn tinha um noivo, um executivo de sucesso, que vivia de Londres pra Bolton, de Bolton pra Londres. Já Justin sabia: por mais que tentasse achar alguém igual à Marilyn, não conseguiria. Só ela seria o amor da sua vida, que ele amava excepcionalmente. Nunca iria mudar.
Marilyn iria passar algum tempo fora da cidade, iria para a capital, fotografar uma banda inglesa. Iria dirigindo à Londres – depois de tanto custo para tirar a carteira de motorista, agora queria mostrar ao mundo que tinha um carro e sabia guia-lo.
Um carro. Dia chuvoso. Pista dupla. Um caminhão. Visão confundida. Bebida em excesso. No que isso poderia resultar? Não em uma coisa muito boa, com certeza. O caminhão bateu de frente com o carro de Marilyn. Ela não estava muito longe de Bolton, portanto ela foi levada para um hospital na cidade. O seu noivo, por sorte, estava em Bolton. Foi avisado, depois os pais, Caitlin. E por ultimo, Justin.
Ele se apressou em chegar ao hospital que Marilyn estava internada. Ele chegou antes mesmo de Ryan, noivo da garota. Justin andou por corredores com luzes fluorescentes fracas, brancas, o que aumentava a aflição dele.
Como estaria Marilyn? A SUA Marilyn? Ele nunca imaginou nada de mal acontecendo à SUA Marilyn. Ela sempre seria dele, amiga ou namorada. Seria dele.
Achou o quarto em questão, 842. Abriu a porta com cautela, e viu a imagem mais horrível que jamais poderia ter imaginado: Marilyn, sua Marilyn, deitada em uma cama de hospital, com ferimentos por todo o rosto e braços – as únicas partes de seu corpo que estavam aparentes. Ele chorou. Não queria ver a pessoa que ele mais amava em todo o universo daquele estado. ‘Frase clichê’, pensou, ‘mas porque não eu?’. As lágrimas caiam com força. Ele saiu do quarto com a visão embaçada pelas lágrimas; não sabia o que podia fazer.
Ele foi para o lugar do hospital em que se era permitido fumar, e fez uma coisa que não fazia desde que tinha conhecido Marilyn: acendeu um cigarro. Começou a fumar, e ficou sozinho lá, encarando a parede. Imaginando se teria sido diferente se ele tivesse continuado em Londres. Ele lembrava, foi quem apoiou o curso de fotografia.
- Ah, cara... – Marilyn chegou se lamentando.
- Que foi, Mari? – Justin sorriu.
- Eu tenho que escolher o que eu vou fazer da vida, mas... É difícil demais!
- Eu sei bem como é... Porque não tenta fotografia? – Justin apontou para a máquina digital, que agora estava nas mãos da garota. – Eu sei que você adora tirar fotos.
- Justin, sabia que você é um GÊNIO? – Marilyn sorriu e abraçou o melhor amigo. SEU melhor amigo.
Se ele não tivesse sugerido o curso, Marilyn não estaria no hospital à essa hora. Os pensamentos profundos do garoto foram cortados quando a porta se abriu, fazendo o garoto estremecer.
- Ah, que susto, doutor. – Justin se virou.
- Desculpe. Você é Justin, certo?
- Certo.
- Bom, você tem bastante contato com Marilyn, certo? – Justin balançou a cabeça positivamente. – Nesse caso, eu sinto muito. Para sobreviver, a Marilyn precisaria de um coração novo.
A lista de espera por um coração é grande, e não sei se ela conseguirá sobreviver até chegar sua vez de receber um novo coração.
Como poderia viver em um mundo sem Marilyn?! Saiu do lugar. Não podia esperar as coisas acontecerem, e ele ser egoísta e ficar em seu mundo, fumando até Marilyn ir pra outro lugar. Ele pegou um papel, uma caneta e escreveu um endereço, e um horário, uma hora depois daquilo. Entregou para o noivo de Marilyn, que agora estava na sala de espera.
- Já foi vê-la? – Perguntou Justin. O noivo negou com a cabeça.
Ele saiu andando, saiu do hospital. Foi para seu escritório, pegou 3 papéis grandes e digitou 3 cartas. Uma para os pais. Uma para Marilyn. E uma sobre os desejos que tinha.Ele tomou um remédio depois disso. E dormiu, lenta e serenamente, dormiu. Não acordaria mais. Quando o noivo de Marilyn chegou, encontrou Justin deitado no chão, sem pulso. Estava morto. Em cima da mesa, 3 cartas. Um recado para ele: "Eu não gosto de você. Nunca vou gostar. Mas mesmo assim, você tem que fazer algo que não poderei fazer. Leve meu corpo para o hospital, com essa carta em cima dele. A carta que está em cima das outras. Após isso, entregue a segunda carta para Marilyn quando ela acordar. E quando a noticia da minha morte chegar, entregue a terceira para os meus pais."
Assim acabava a carta. Ryan não acreditava no que lia. Não acreditou, e nem precisava. Correu para o hospital em seu carro. Ele entregou a carta e o corpo do homem, que agora estava ainda mais branco. Aconteceu na hora; o coração dele foi tirado e levado para Marilyn. Quando ela acordou, não muito depois, viu os pais dela, seu noivo e os pais do namorado de 6 anos atrás. Eles sorriam e choravam; ela não entendeu. Foi quando viu a carta com a letra dele, escrito o nome dela. Ela pegou a carta e leu, então. "Meu amor, bom dia. É hora de acordar. Eu não pude te ligar hoje, você estava ocupada. Por isso deixei essa carta. Sabe, eu não vou estar ai por um bom tempo, as pessoas sabem quando a sua hora chega. E eu aceitei a minha com a mesma felicidade que eu tinha quando te vi na frente da sua escola. A minha hora chegou quando seu fim estava próximo. Eu te prometi que te protegeria de tudo e qualquer coisa que acontecesse, e mesmo sem chamar, eu estive lá. Desta vez não me chamou, quis resolver sozinha, eu não podia deixar. Eu resolvi dar um fim então. Eu estava ficando cansado, o trabalho pesava demais. Mas porque agora? Eu não sei. Mas não teria sentido eu viver em um mundo que você não existe. Então eu decidi ir antes e ajeitar as coisas. Pra daqui a alguns anos nós conversarmos aqui na minha nova casa. Agora eu tenho que ir, meu amor. Esse coração no teu peito, esse coração que bate no teu peito, é o mesmo coração que está inundado do amor que um dia você disse não ser o suficiente. É o mesmo coração que lhe dava amor todo dia. Por favor, cuide bem dele. Agora eu preciso ir, preciso descansar um pouco. Eu vou estar sempre contigo. Eu te amo! PS: Não sei se vou conseguir te acordar amanhã. Você me perdoa por isso?"
Então ela chorou. Chorou e abraçou os pais, os pais dele. Chorou como nunca, e tremia por tantas emoções passarem por seu corpo. Marilyn encarou o noivo. Terminou o noivado naquele dia. Não adiantava esconder algo que estava na cara: ela amava Justin, e seria sempre o SEU Justin. ELE era o homem de sua vida, não Ryan. O homem que sempre esteve lá, amando-a ao máximo. Em qualquer momento.
Ela chorou muito, e seguiu a vida. Todos os dias ela lembrava de Justin. Viver em um mundo sem ele não fazia sentido. Mas não desperdiçaria todo o amor e que estava dentro dela. Ela podia sentir seu coração batendo. Ela lembrava a cada momento, que mesmo separados eles estavam juntos. Mas apenas uma coisa fazia seu coração se apertar, se contorcer de dor. Que fazia uma lágrima se escorrer sempre que pensava nisso.
Ela sentia falta daqueles beijos. Dos beijos que foram negados. Mas ela foi feliz. Morreu com seus oitenta e tantos anos. Mas era sempre feliz. Afinal, o coração do homem de sua vida batia dentro dela.
Fim, até dia 15/12 Beliebers
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Only You 29° cap
Only You 29° cap FINAL
os nossos gemeos estavam com 3 anos já, nós estavamos num parque lindo e eu tinha uma noticia muito importante, pro Justin..
eram 3:00hrs da tarde estavamos naquele parque os gemeos estavam brincando
- Justin, quero contar algo pra você
- oque amor?
- é que eu.. eu.... eu
- eu?diz amor
- é que você vai ser papai de novo eu to gravida..
- uhu amor isso é otimo, quantos meses?
- 4 meses mas dessa vez é só um e é um menino..
- que otimo e como vai se chamar?
- hum eu tava pensando Ereck Godoy Bieber?
- lindo nome então vai ser Ereck Godoy Bieber..
- mamãe papai olha o drew ta me povocando- disse julie
- filho vem aqui andrew..
- que papai?
- sabia que vocÊs vão ter um irmãozinho o Ereck?
- eee um ninno pa mim bica..viu julie- mostro a lingua pra julie
- feio - mostro a lingua
eles voltaram a brincar se passou 5 meses e nasceu o Ereck, ele tava com 6 meses era natal vcs estavam na casa da Pattie tinha um piano lá e o Andrew disse
- mamãe olha oque o papai me ensinou.- ele começou a tocar
- toca igual o papai..tem um dom
- é mas ele é igual vc meu amor
- nhé nhé
- fale Ereck mamãe eu quero tocar tbm..
- kkk ai meu Justin te amo ..- beijão
- opa vem Ereck com a vó- pattie pegou ele
- te amo mais melissa godoy bieber- beijão
então foi na noite de natal que a história termina vcs deram um beijão e
( eu não sou muito boa com fim )
fiiim
gente desculpa se a história foi chata, mas a proxima Imagem vai ser legal prometo e vai ter maiis caps essa foi grandinha!! até a proxima temporada
e ai gostaram? odiaram ? comentem..
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Only You 28° cap
Only You 28° cap
1 ano depois era 6 de Junho o dia em que os gemeos iriam fazer 1 ano nós fizemos uma festona estava muito legal, eles sabiam falar Mama Papa Bustin(justin) ell( mell) eles eram fofos muitos lindos...
gente linda foi malz mas é que eu fiz correndo e nem deu pra fazer maior e tbm ta acabando a Imagem acaba no 29° cap o 30° é uma história muito triste
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